Ilustração e branding · 2026
Inspira: ilustrações
A Inspira é uma legaltech brasileira de IA jurídica, fundada em São Paulo em 2021, que reúne pesquisa, análise e escrita em um só ambiente. Este case cobre o estudo que deu à marca uma linguagem própria de ilustração, o movimento inspironista.
Cliente
Inspira
Ano
2026
Meu papel
Direção de arte e criação com IA
Entregáveis
Estudo e sistema de ilustração, estilo próprio no Midjourney, banco de imagens, skill de prompt, capa do LinkedIn, capas pessoais, apresentações

O branding da Inspira estava definido desde o rebranding de 2025, e o trabalho era ampliar a expressão visual sem contrariar o que ele já defendia. O banco de imagens era de fotografia realista, com cenários variados, e ainda faltava um toque humano. Quando o conteúdo pedia algo mais próprio da marca, faltavam alcance e expressão.
A ideia veio numa conversa dentro do carro, na volta de um evento, sobre fazer algo que fosse só da Inspira. O estudo durou mais de um mês e foi feito com IA do começo ao fim: conversas com o Claude para organizar as ideias, referências de livros, vídeos e podcasts de arte, e testes no Midjourney até chegar a um estilo próprio na ferramenta. Duas identidades ficaram pelo caminho: o pontilhismo em preto e branco, bonito e frio, sem a exclusividade que a marca busca, e os planos recortados como papel colado, que lembravam artesanato e não pintura. Sobrou o impressionismo, considerado experimental demais quando surgiu, como hoje se diz da IA no Direito, e dele saiu o nome do movimento: inspironista, de Inspira com impressionismo.

O branding definido no rebranding de 2025

Palavras-chave do estudo

O movimento inspironista
A linguagem pega do impressionismo a pincelada solta e o nome, e do neo-cubismo, do cubismo e do modernismo a estrutura de blocos e áreas de cor, aplicadas a cenas do cotidiano profissional com atmosfera calma e sofisticada (Nicolas de Staël, Richard Diebenkorn e David Hockney entram como referências contemporâneas). Os valores da marca viraram critérios de cena: fluidez, em imagens contínuas; movimento, com tudo em seu estado natural; pertencimento, com pessoas que se reconhecem na imagem mesmo quando ela é abstrata; e tempo, parado, que pertence a quem vive a cena. O azul ocupa de 60% a 70% da paleta, o verde fica com 20% e o laranja com 10%, porque é a cor complementar do azul e dá à imagem pontos para descobrir, e o roxo só aparece quando faz sentido. As regras do prompt foram fixadas antes dos testes: sempre semi-abstrato e geométrico, com figuras profissionais, tom institucional e composição assimétrica; nunca fotorrealismo em rostos, texto ou logotipo na imagem, temas sensíveis ou figuras caricatas.

Paisagem inspironista com a marca

Cenas urbanas brasileiras na linguagem inspironista
O estudo virou um kit com estilo próprio no Midjourney, banco de imagens e uma skill no Claude que monta o prompt. A linguagem já foi aplicada na capa do LinkedIn, em capas pessoais e em apresentações, e os impressos da Fenalaw 2026, o próximo grande evento da empresa, vêm a seguir. Todas as pessoas da equipe aprenderam a usar as skills e fizeram a própria versão inspironista como imagem no Slack, e a liderança da empresa recebeu o estudo com entusiasmo. Para Giselle Trevisan, responsável pelo rebranding de 2025, o brand guidelines parecia só esperar as ilustrações para ser finalizado.

Capas pessoais no LinkedIn

Apresentações com as ilustrações

Aplicação em camisetas

Aplicação em adesivos

Aplicação em quebra-cabeça
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